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Dólar está caindo e anima o mercado brasileiro

Dólar está caindo

O dólar está caindo e, claro, era de se esperar que isso trouxesse um novo ânimo para o mercado brasileiro.

Nesta segunda-feira (11), por exemplo, foi registrado mais um dia de queda na cotação da moeda americana, ficando a R$ 4,69.

Dessa forma, depois que o dólar chegou a quase R$ 6,00 no Brasil, durante o pico da pandemia, o que se verifica é que agora ele está perdendo força no país.

Pelo menos temporariamente. Isso porque, os especialistas não acreditam que essa tendência de queda demore muito tempo por aqui.

Aliás, a tendência é que esse cenário possa vir a mudar em breve.

Sendo que a  proximidade das eleições pode ser um fator importante nos rumos que a cotação do dólar vai tomar no Brasil.

Mas, por enquanto, vamos entender o que está fazendo com que a moeda americana registre uma desvalorização que já chega a mais de 15% no país em 2022.

Por que o dólar está caindo?

dólar está caindo
dólar está caindo

O Brasil é o país onde o dólar está caindo com mais frequência, desde o início do ano.

Segundo alguns especialistas, a queda no preço da moeda americana já chega a 15,89%.

Inclusive, no último dia 04 de março o dólar chegou a ser cotado a R$ 4,60, registrando o menor valor desde o mesmo período em 2020.

O que está influenciando esse cenário otimista?

Alguns especialistas analisam que a guerra entre Rússia e Ucrânia, diferente do que se esperava, pode estar influenciando nessa queda no câmbio.

Mas, seria só isso? Não.

Outros fatores, inclusive internos, também estão colaborando para essa desvalorização do dólar. Vejamos!

Taxa Selic a 11,75%

Um desses fatores é o aumento da taxa Selic que, atualmente, é de 11,75%, podendo chegar a 13% nos próximos meses.

Só para contextualizar, Selic é a famosa taxa básica de juros da economia brasileira, em torno da qual giram todas as outras taxas de juros do país.

Essa alta na Selic, consequentemente, atrai os investidores estrangeiros e com eles a moeda americana teria voltado a circular no país em maior quantidade.

Quanto mais o dólar circula no país, mais barato ele fica.

É o que os especialistas chamam de lei da oferta e procura, que está funcionando nesse momento no  país.

Esse alto volume de investimento estrangeiro no Brasil continua sendo registrado, devido principalmente à possibilidade de que o aumento na taxa Selic ainda possa ser prolongado.

O real agradece porque continua fortalecido, mesmo que momentaneamente.

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Preços das Commodities

Nesse cenário atual de queda do dólar, a alta no preço das commodities é outro fator importante.

O aumento expressivo nos preços das commodities teve na Guerra na Ucrânia e na Pandemia da Covid-19 suas principais alavancas.

Os produtores brasileiros acabaram sendo favorecidos por essas situações tão adversas, constataram alguns analistas de mercado.

Mas, o que são commodities e qual a relação deles com o recuo do dólar?

A palavra “Commoditie” significa, originalmente, mercadoria.

No entanto, segundo o SERASA “o termo passou a ser utilizado para falar de mercadorias de produtos básicos de matéria-prima”.

Podemos citar como exemplos de commodities, as matérias-primas agrícolas (milho, trigo, açúcar), minério de ferro, petróleo, gás natural e metais (ouro, prata e alumínio)-

Commodities são as “mercadorias” presentes no nosso dia a dia, industrializadas, e das quais usufruímos, mesmo que não soubéssemos disso.

A alta valorização das commodities também tem influenciado nesse recuo do dólar, intensificada pelo tenso cenário internacional.

O que está por vir

Não dá para prever, pois quem conhece o mercado financeiro sabe das suas oscilações.

Os especialistas alertam que esse recuo do dólar pode não durar muito e quem pensa em aproveitar esse momento, a hora pode ser agora.

O amanhã quando o assunto é a cotação do dólar pode ser mais imprevisível do que qualquer outra coisa.

Sendo assim, é bom ficar atento às movimentações do mercado, porque a moeda americana pode registrar altas a qualquer momento, mudando totalmente esse cenário.

A expectativa é que no segundo semestre, com o possível fim da guerra na Ucrânia, o câmbio volte a subir acima dos R$ 5,00.

Enfim, também não podemos esquecer das eleições no Brasil, que também devem influenciar nesse possível “ressuscitar” do dólar.