O mutirão dos Correios aconteceu nos dias 19 e 20 de setembro de 2026, no meio da greve que começou em 10 de setembro. A ideia foi simples: usar funcionários administrativos e veículos extras para reduzir o volume de encomendas paradas, com a expectativa de distribuir 2 milhões de objetos a mais só naquele fim de semana.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou a greve não abusiva, fixou reajuste salarial de 4,09% para a categoria e determinou a volta ao trabalho a partir de 25 de setembro. Mesmo assim, reportagens recentes mostram que consumidores e lojistas ainda relatam atrasos e itens sem atualização de rastreio. Para quem importa, isso pesa mais: não existe alternativa real aos Correios para remessas internacionais de pequeno volume, então qualquer atraso na ponta final da entrega afeta diretamente quem está esperando uma compra do exterior.
Leia Também:
– Greve dos Correios TST: Entenda a Decisão e o Que Muda para Quem Importa;
– Fim da Greve dos Correios: O Que Muda para Quem Importa;
– Correios Atrasados Mesmo Após o Fim da Greve: Entenda o Motivo.
Mutirão dos Correios: o que aconteceu nos dias 19 e 20 de setembro

O mutirão dos Correios foi anunciado pela própria estatal como uma medida emergencial durante a paralisação. Segundo a Sala de Imprensa dos Correios, o esforço envolveu funcionários administrativos atuando na triagem e entrega, além de veículos extras nas ruas.
A expectativa oficial era distribuir 2 milhões de objetos adicionais somente naquele fim de semana de 19 e 20 de setembro. É um número expressivo, mas que precisa ser visto dentro do tamanho da fila que se formou desde o início da greve, em 10 de setembro.
Vale lembrar que o mutirão aconteceu antes do fim formal da paralisação. A determinação do TST para a volta ao trabalho só passou a valer a partir de 25 de setembro, depois que a categoria recebeu reajuste salarial de 4,09%.
Para conferir os detalhes divulgados pelos próprios Correios sobre a operação, vale a pena ler o comunicado oficial na Sala de Imprensa dos Correios, publicado no fim de semana da ação.
Mutirão dos Correios resolveu os atrasos? O que mostram as reportagens

O mutirão dos Correios ajudou a reduzir parte da fila, mas não zerou o problema. Veículos como O Tempo e o Jornal do Comércio publicaram, ainda em setembro, relatos de consumidores e lojistas que seguiam com encomendas atrasadas mesmo depois da força-tarefa.
Um ponto comum nessas reportagens é a falta de atualização no rastreio. Muitos clientes relataram que o status do pacote parou de mudar justamente na data em que a entrega deveria ter ocorrido, o que gera insegurança sobre onde o objeto realmente está.
Isso acontece porque uma greve nacional afeta várias etapas do processo, não só a entrega final. Postagem, triagem, transferência entre unidades e distribuição são elos que ficam represados, e o mutirão dos Correios atacou principalmente a última etapa dessa cadeia.
Ou seja, mesmo com o fim formal da greve em 25 de setembro, é normal que o sistema ainda esteja absorvendo o volume represado nas semanas seguintes, especialmente em regiões com maior concentração de encomendas.
O que fazer se sua encomenda importada ainda não chegou

Se sua compra do exterior ainda não chegou, o primeiro passo é conferir o rastreio diretamente no site dos Correios, não só no site da loja de origem. Às vezes o pacote já está em território nacional, só falta a atualização no sistema aparecer.
Para quem importa, vale lembrar que não existe um substituto direto aos Correios quando o assunto é remessa internacional de pequeno volume. Transportadoras privadas cobrem parte do mercado, mas a maioria das compras pessoais no exterior ainda depende da estrutura postal pública para o desembaraço e a entrega final.
Isso vale inclusive para quem compra usando um redirecionador de endereço, como a USCloser. O redirecionador cuida do envio até o Brasil, mas a etapa final, porta a porta, segue nas mãos dos Correios, então os mesmos atrasos afetam qualquer comprador nessa reta final.
Se o prazo estourou por muitos dias e o rastreio não muda, o caminho é abrir uma reclamação formal pelo canal de atendimento dos Correios, informando o código de rastreio e a data prevista de entrega original.
Conclusão
O mutirão dos Correios foi um esforço real para reduzir o estrago causado pela greve, com número expressivo de objetos entregues em apenas dois dias. Ainda assim, ele não apagou de uma vez o atraso acumulado desde 10 de setembro.
Quem importa deve seguir de olho no rastreio nas próximas semanas, já que a normalização tende a ser gradual. A recomendação é ter paciência com prazos, mas também não deixar de formalizar reclamação se o atraso passar de razoável.
No fim das contas, o mutirão dos Correios mostra que a estatal reconheceu o tamanho do problema e agiu para amenizá-lo. Ficar de olho no rastreio continua sendo a melhor forma de saber, na prática, quando sua encomenda vai chegar.
FAQ: Perguntas Frequentes sobre o Mutirão dos Correios
O mutirão dos Correios acabou com os atrasos nas entregas?
Não totalmente. O mutirão dos Correios, realizado nos dias 19 e 20 de setembro de 2026, ajudou a reduzir a fila de encomendas, com a meta de distribuir 2 milhões de objetos extras. Mas reportagens posteriores ainda mostram relatos de atraso e falta de atualização no rastreio.
Quando a greve dos Correios terminou oficialmente?
A greve começou em 10 de setembro de 2026. O TST considerou o movimento não abusivo, fixou reajuste de 4,09% para a categoria e determinou a volta ao trabalho a partir de 25 de setembro de 2026.
Como sei se minha encomenda importada foi incluída no mutirão dos Correios?
Não há como confirmar isso individualmente. O melhor é acompanhar o código de rastreio no site oficial dos Correios e observar se houve movimentação nos dias seguintes ao mutirão, realizado em 19 e 20 de setembro.
Quem usa redirecionador também sente o atraso do mutirão dos Correios?
Sim. O redirecionador só cuida do envio até o Brasil. A entrega final, porta a porta, depende dos Correios, então quem importa usando serviços como a USCloser sente o mesmo efeito de quem comprou direto de um site brasileiro.



















