A taxa das blusinhas em 2026 passou por uma mudança que pegou muita gente de surpresa: desde 13 de maio de 2026, uma Medida Provisória zerou o imposto de importação federal, que era de 20%, para compras internacionais feitas por pessoa física em valores de até US$50.
Na prática, isso significa que quem compra um acessório, uma peça de roupa ou um eletrônico simples em sites internacionais dentro desse limite não paga mais a alíquota federal que vigorava desde a criação do Programa Remessa Conforme.
Mas a notícia de que a taxa das blusinhas acabou é, no mínimo, incompleta. O imposto de importação federal foi zerado, é verdade, mas o ICMS estadual continua incidindo normalmente sobre essas compras, com alíquotas que variam de 17% a 20% dependendo do estado de destino da mercadoria.
Ou seja, quem imagina que vai receber o produto sem pagar nada além do valor da compra pode ter uma surpresa ao acompanhar o rastreio do pedido. Neste artigo, explicamos como ficou essa tributação na prática, o que muda para compras acima de US$50 e o que já se sabe sobre as mudanças previstas para 2027.
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Taxa das blusinhas em 2026: como ficou a isenção para compras até US$50

A taxa das blusinhas em 2026 deixou de existir na parte federal para qualquer compra internacional de pessoa física que não ultrapasse US$50.
Antes da Medida Provisória, esse mesmo grupo de compras pagava 20% de imposto de importação sobre o valor total declarado, o que fazia o preço final de produtos comprados em sites americanos, europeus ou japoneses subir de forma considerável assim que a encomenda chegava ao Brasil.
Com a mudança em vigor desde 13 de maio de 2026, esse percentual foi zerado na esfera federal. Só que a conta não termina aí. O ICMS, que é um imposto estadual, segue sendo cobrado sobre essas remessas internacionais, e a alíquota varia de estado para estado, ficando entre 17% e 20% conforme o local de entrega da encomenda.
Isso quer dizer que uma compra de US$40 feita por alguém em São Paulo pode ter uma carga tributária diferente da mesma compra recebida por alguém no Rio Grande do Sul ou em Minas Gerais, simplesmente por causa da alíquota estadual aplicada.
Na prática, quem compra em plataformas participantes do Programa Remessa Conforme, no qual o imposto já vem calculado no momento da compra, tende a ter menos dor de cabeça, porque o valor do ICMS aparece embutido no checkout.
Já quem compra fora desse programa pode ser surpreendido pela cobrança do ICMS somente no momento da liberação alfandegária ou da entrega pelos Correios, o que costuma gerar reclamações de consumidores que não esperavam pagar nada a mais.
Taxa das blusinhas em 2026: o que muda para compras entre US$50 e US$3.000

Para quem faz compras acima de US$50, a taxa das blusinhas em 2026 segue exatamente como estava antes da Medida Provisória: a alíquota federal continua em 60% sobre o valor da mercadoria, aplicada com uma dedução fixa de US$30 sobre o imposto apurado. Esse desconto foi criado para suavizar o impacto da tributação em compras de valor um pouco mais alto, mas ele não elimina o custo, apenas reduz o valor final a pagar.
Um exemplo ajuda a entender a conta. Em uma compra de US$100, o imposto de importação bruto seria de US$60, correspondente aos 60% de alíquota. Com a dedução de US$30 prevista para esse grupo de compras, o valor final do imposto federal cai para US$30. Sobre esse total ainda incide o ICMS estadual, que volta a variar entre 17% e 20% dependendo do estado do comprador.
Quanto maior o valor da compra dentro da faixa de US$50 a US$3.000, menor o peso proporcional da dedução de US$30 sobre o imposto total, o que faz a alíquota efetiva se aproximar dos 60% integrais nas compras de valor mais alto.
Para quem importa com alguma frequência, vale simular o custo total antes de finalizar a compra, somando produto, frete, imposto de importação e ICMS.
Serviços de redirecionamento como a USCloser, por exemplo, costumam ajudar nesse cálculo e na organização das encomendas antes mesmo de saírem dos Estados Unidos, o que reduz a chance de surpresas na hora da liberação alfandegária.
O que vem pela frente: a CBS a partir de 2027
Vale mencionar rapidamente que esse cenário não é definitivo. A reforma tributária brasileira prevê que, a partir de 1º de janeiro de 2027, entra em vigor a CBS, a Contribuição sobre Bens e Serviços, que deve substituir o modelo federal de tributação aplicado hoje às compras internacionais.
Como esse assunto tem desdobramentos próprios e ainda está em fase de regulamentação, ele merece um espaço dedicado, já disponível aqui no blog para quem quiser se aprofundar nas mudanças previstas para 2027.
Conclusão
A taxa das blusinhas em 2026 não acabou, ela mudou de formato. O imposto de importação federal de 20% saiu de cena para compras de até US$50, mas o ICMS estadual continua presente, com alíquotas de 17% a 20% conforme o estado de entrega.
Para compras entre US$50 e US$3.000, a alíquota federal de 60% com dedução de US$30 permanece igual ao que já vinha sendo aplicado, então quem importa produtos de valor mais alto não sentiu alívio nenhum com a mudança recente.
Entender essa divisão entre imposto federal e ICMS estadual é o primeiro passo para planejar compras internacionais sem sustos.
Sempre que possível, vale simular o custo total antes de fechar o pedido, considerando o valor do produto, o frete e os dois tributos que podem incidir sobre a remessa, para chegar ao valor real que vai sair do bolso quando a encomenda chegar ao Brasil.
Para as regras oficiais e atualizações futuras, a própria Receita Federal mantém um canal público com as normas de tributação de remessas internacionais.
FAQ: Perguntas Frequentes sobre a Taxa das Blusinhas em 2026
A taxa das blusinhas acabou de vez em 2026?
Não exatamente. O que acabou foi o imposto de importação federal de 20% para compras internacionais de pessoa física de até US$50, por causa de uma Medida Provisória em vigor desde 13 de maio de 2026. O ICMS estadual, no entanto, continua sendo cobrado normalmente sobre essas mesmas compras, então ainda existe tributação, só que menor do que antes.
Quanto de ICMS eu pago em uma compra de até US$50 em 2026?
A alíquota de ICMS varia conforme o estado de entrega da encomenda, ficando entre 17% e 20% do valor da compra. Como cada estado brasileiro define sua própria alíquota, o valor final pago por duas pessoas que compram exatamente o mesmo produto pode ser diferente, dependendo de onde cada uma mora.
Como fica a tributação de compras acima de US$50?
Para compras entre US$50 e US$3.000, a tributação federal permanece em 60% sobre o valor da mercadoria, com uma dedução fixa de US$30 aplicada sobre o imposto apurado. Sobre esse valor ainda incide o ICMS estadual, que segue a mesma faixa de 17% a 20% usada nas compras de valor menor.
O que muda na tributação de importados a partir de 2027?
A reforma tributária prevê que, a partir de 1º de janeiro de 2027, a CBS passa a substituir o modelo federal de tributação hoje aplicado às compras internacionais. Os detalhes dessa transição ainda estão em regulamentação e merecem uma análise própria, já disponível em outro conteúdo aqui no blog.



















