Anvisa proíbe cosméticos importados sem registro sanitário depois de identificar nove produtos em situação irregular no mercado brasileiro. A decisão está na Resolução RE nº 3.249/2026, publicada no Diário Oficial da União em 19 de agosto de 2026, e determina que os itens não podem mais ser fabricados, distribuídos, vendidos, divulgados ou usados no país. Entre os produtos banidos estão dois cosméticos importados de fabricante desconhecido, o que acende um alerta extra para quem compra skincare fora do Brasil.
Os dois produtos importados citados na resolução são o protetor solar Natural Perfection Double Shield Sun Stick SPF50+ e o Fraijour Retin-Collagen 3D Core Eye Cream, este último de uma marca coreana bastante popular entre consumidoras de K-beauty. A Anvisa não conseguiu identificar o fabricante responsável por nenhum dos dois, o que significa que ninguém garante a origem, a fórmula ou as condições de produção desses cosméticos. Para quem importa produtos de beleza da Coreia do Sul, dos Estados Unidos ou da Europa, o caso serve de lembrete de que a ausência de registro na Anvisa não é só uma formalidade burocrática.
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Anvisa proíbe cosméticos importados sem registro: o que diz a Resolução RE 3.249/2026

A Resolução RE nº 3.249/2026 foi assinada em 17 de agosto de 2026 e publicada dois dias depois no Diário Oficial da União. Ao todo, nove cosméticos entraram na lista de produtos proibidos, divididos entre marcas nacionais sem regularização e itens importados de origem incerta.
Seis dos produtos pertencem à marca Essence, fabricada pela Geo Beauty Cosméticos, e incluem tônico capilar, shampoo de crescimento, sabonete em gel, repelente de odores, parafina bronzeadora e fluido antimicótico. Nenhum deles tinha registro junto à Anvisa no momento da fiscalização.
Os outros três produtos, incluindo os dois cosméticos importados citados acima, aparecem na resolução como sendo de fabricante desconhecido. Isso significa que a Anvisa não encontrou registro, notificação ou qualquer documento que comprove a regularidade da fabricação e da comercialização desses itens no Brasil.
Segundo a agência, produtos nessa situação não podem ser fabricados, distribuídos, vendidos, anunciados ou usados, e quem já tiver algum desses cosméticos em casa deve interromper o uso imediatamente.
Anvisa proíbe cosméticos importados sem registro: o risco por trás do skincare coreano sem regularização

Anvisa proíbe cosméticos importados sem registro justamente porque, sem esse processo, não há garantia nenhuma sobre a segurança e a eficácia do produto. O registro sanitário existe para obrigar o fabricante ou o responsável legal a comprovar a fórmula, os testes de estabilidade e a ausência de contaminantes antes que o cosmético chegue ao consumidor.
O caso do Fraijour Retin-Collagen 3D Core Eye Cream chama atenção porque a marca é bem conhecida entre quem acompanha o mercado de K-beauty e compra online direto da Coreia do Sul ou de revendedores internacionais. Um produto popular lá fora não significa, automaticamente, que ele está autorizado a circular no Brasil.
Quando o fabricante é desconhecido, como nos dois cosméticos importados citados na resolução, o comprador fica sem nenhuma rastreabilidade. Não dá para saber se o creme ou o protetor solar que chegou até você é genuíno, se foi armazenado corretamente durante o transporte ou se sofreu alguma alteração na fórmula original.
Esse tipo de falha de regularização é mais comum em cosméticos vendidos por perfis de revenda, marketplaces sem verificação de origem ou sites que não divulgam informações claras sobre o importador responsável. A própria Anvisa detalhou o caso na página oficial da agência, que traz a lista completa dos produtos proibidos e as orientações para o consumidor.
Como comprar skincare importado sem cair em produtos irregulares

Antes de fechar a compra de qualquer cosmético importado, vale conferir se o produto ou a marca aparece na consulta pública de cosméticos regularizados da Anvisa. A busca é gratuita e mostra se aquele item tem registro ou notificação válida no Brasil.
Desconfie de anúncios que não citam o fabricante, o país de origem ou o importador responsável pelo produto. Os dois cosméticos importados banidos pela Resolução RE nº 3.249/2026 tinham justamente essa lacuna, sem nenhuma empresa identificada por trás deles.
Prefira comprar direto do site oficial da marca ou de lojas internacionais conhecidas, e evite perfis de revenda que não mostram nota fiscal, lote ou validade do cosmético. Isso vale tanto para skincare coreano quanto para produtos de beleza dos Estados Unidos e da Europa.
Usar um redirecionador de compras confiável também ajuda a manter o histórico da importação organizado, com nota fiscal e comprovante de origem em caso de dúvida. A USCloser é uma opção usada por quem importa produtos de beleza dos Estados Unidos para o Brasil com mais segurança.
Por fim, guarde sempre a embalagem original e a nota de compra do cosmético importado. Esses documentos ajudam a provar a procedência do produto caso ele apareça futuramente em alguma lista de proibição da Anvisa.
Conclusão
Anvisa proíbe cosméticos importados sem registro para proteger quem usa produtos de beleza no dia a dia, e o episódio da Resolução RE nº 3.249/2026 mostra que isso vale tanto para marcas nacionais quanto para itens trazidos de fora, como o skincare coreano.
Quem importa cosméticos por conta própria ganha uma camada extra de responsabilidade, já que precisa verificar a regularização antes de comprar. Checar o registro na Anvisa, desconfiar de fabricante desconhecido e comprar por canais confiáveis são passos simples que reduzem bastante o risco de levar para casa um produto irregular.
FAQ: Perguntas Frequentes sobre a proibição de cosméticos pela Anvisa
O que é a Resolução RE nº 3.249/2026 da Anvisa?
É a resolução publicada pela Anvisa em 19 de agosto de 2026 que proíbe a fabricação, distribuição, venda, divulgação e uso de nove cosméticos em situação irregular no Brasil, entre eles dois produtos importados de fabricante desconhecido.
Por que o Fraijour Retin-Collagen 3D Core Eye Cream foi proibido?
O produto foi incluído na lista por não ter registro sanitário nem fabricante identificado no Brasil, o que impede a Anvisa de comprovar a segurança e a qualidade da fórmula vendida aos consumidores.
Como saber se um cosmético importado tem registro na Anvisa?
Basta consultar o nome do produto ou da marca na base pública de cosméticos regularizados da Anvisa, disponível no site da agência, antes de fechar a compra em sites internacionais ou com revendedores.
O que fazer se eu já tiver comprado um dos produtos proibidos?
A orientação da Anvisa é interromper o uso imediatamente e, se possível, devolver ou descartar o produto, já que ele não passou pelos testes de segurança e eficácia exigidos para circular no mercado brasileiro.


















